CIL — Centre d'Imagerie de LancyVoltar às patologias
·····

Musculoesquelético

Artrose

Artrose

Definição da artrose

A artrose é uma afeção articular crónica caracterizada pela degradação progressiva da cartilagem das articulações. Este processo provoca um desgaste da cartilagem, que perde a sua elasticidade e se torna mais fina, limitando a capacidade da articulação de absorver os choques e os movimentos. Esta deterioração é frequentemente acompanhada por alterações nas estruturas adjacentes, como o osso subcondral e os tecidos circundantes. Estas modificações originam geralmente dores, rigidez articular, e podem conduzir a uma perda progressiva da função da articulação afetada.

Epidemiologia

Na Suíça, cerca de 15 % dos adultos sofrem de artrose, com um aumento acentuado após os 65 anos. As estatísticas mundiais mostram que cerca de 10 % dos homens e 18 % das mulheres com mais de 60 anos são afetados, sublinhando um impacto particularmente importante nas mulheres após a menopausa. Esta patologia afeta sobretudo o joelho e a anca, provocando dores crónicas e limitações de mobilidade, que afetam a qualidade de vida. A nível global, a artrose constitui uma das principais causas de incapacidade, com um aumento contínuo associado ao envelhecimento da população.

Causas da artrose

As causas da artrose incluem o desgaste natural das articulações com a idade, resultante de movimentos repetidos e de sobrecargas físicas. O excesso de peso exerce uma pressão acrescida sobre as articulações de carga, como os joelhos e as ancas, favorecendo o desgaste da cartilagem. As lesões articulares, frequentemente associadas à prática desportiva ou a acidentes, contribuem também para o seu aparecimento. As anomalias congénitas, as malformações ou os desalinhamentos das articulações desempenham igualmente um papel no seu desenvolvimento.

Fatores de risco

Os fatores de risco da artrose incluem os seguintes elementos:

  • Idade avançada: a cartilagem desgasta-se naturalmente com o tempo, aumentando o risco de artrose com a idade.
  • Sexo feminino: as mulheres, sobretudo após a menopausa, são mais suscetíveis de desenvolver artrose.
  • Excesso de peso: o peso adicional exerce uma pressão acrescida sobre as articulações, especialmente as dos joelhos e das ancas.
  • Profissões ou atividades que solicitem intensamente as articulações: os movimentos repetitivos e o transporte de cargas pesadas aceleram o desgaste das articulações.
  • Antecedentes de lesões articulares: as lesões anteriores, frequentemente desportivas ou acidentais, fragilizam as articulações e favorecem a artrose.
  • Anomalias anatómicas: desalinhamentos ou malformações das articulações aumentam o stress sobre a cartilagem.
  • Predisposições genéticas: a artrose pode ser mais frequente em pessoas com antecedentes familiares da doença.

Sintomas da artrose

Os sintomas da artrose incluem os seguintes elementos:

  • Dor articular: dor que se intensifica com a utilização da articulação e diminui em repouso.
  • Rigidez: sobretudo de manhã ou após um período de inatividade, diminui geralmente após alguns minutos de movimento.
  • Redução da mobilidade: dificuldade em efetuar certos movimentos ou em mobilizar plenamente a articulação.
  • Estalidos articulares: sensação ou ruído de estalido durante os movimentos articulares.
  • Inchaço: por vezes, a articulação pode apresentar um ligeiro inchaço ou uma inflamação local.
  • Deformação: ao longo do tempo, podem surgir alterações na forma da articulação, em particular nos dedos.

Estes sintomas variam em intensidade e podem evoluir progressivamente.

Imagiologia radiológica

A imagiologia radiológica permite diagnosticar e acompanhar a evolução da artrose, visualizando as alterações das articulações. Os principais exames radiológicos são:

  • Radiografia convencional: primeira técnica utilizada, mostra o estreitamento do espaço articular, a presença de osteófitos (excrescências ósseas) e as remodelações ósseas. É essencial para confirmar o diagnóstico.
  • RM (Ressonância Magnética): permite visualizar os tecidos moles e a cartilagem, possibilitando uma avaliação mais precisa das estruturas internas da articulação. A RM deteta lesões precoces da cartilagem e alterações nos tecidos adjacentes.
  • Ecografia: permite visualizar a inflamação sinovial, o líquido articular, e certas anomalias dos tendões e ligamentos. Esta técnica é particularmente útil para monitorizar as inflamações articulares.
  • TC (Tomografia Computorizada): utilizada em certos casos para visualizar os detalhes ósseos e avaliar estruturas difíceis de observar nas radiografias convencionais, sobretudo em articulações complexas.

Cada técnica fornece informações complementares, ajudando a avaliar a gravidade da artrose e a planear o tratamento.

Prevenção da artrose

A prevenção da artrose assenta em várias estratégias destinadas a reduzir os riscos e a preservar a saúde articular:

  • Manter um peso saudável: reduz a pressão sobre as articulações de carga, nomeadamente os joelhos e as ancas.
  • Praticar exercício regular: fortalece os músculos em redor das articulações e melhora a sua estabilidade, diminuindo assim o desgaste.
  • Evitar movimentos repetitivos: limitar as atividades que solicitam intensamente as mesmas articulações previne o seu desgaste prematuro.
  • Adotar uma boa postura: ajuda a distribuir as cargas de forma equilibrada, reduzindo o stress sobre determinadas articulações.
  • Utilizar proteções articulares: durante atividades físicas ou desportos de risco, as joelheiras, cotoveleiras e outras proteções podem prevenir lesões.
  • Ter uma alimentação equilibrada: uma dieta rica em antioxidantes e nutrientes (cálcio, vitamina D) apoia a saúde dos ossos e das articulações.
  • Consultar precocemente em caso de dor articular: um diagnóstico precoce permite intervir antes que os danos se tornem graves.

Estas medidas ajudam a retardar o aparecimento dos sintomas e a melhorar a qualidade de vida.

Conclusão

A artrose, doença articular frequente e progressiva, tem um impacto significativo na qualidade de vida dos doentes. Uma abordagem que combine prevenção, diagnóstico precoce e estratégias terapêuticas adequadas permite limitar a sua evolução e aliviar os sintomas. A radiologia desempenha um papel central na avaliação e no acompanhamento, oferecendo informações valiosas para ajustar os tratamentos. Adotar hábitos saudáveis e consultar logo ao aparecimento dos primeiros sintomas continua a ser essencial para preservar a saúde articular a longo prazo.

Por último, caso tenha sintomas ou preocupações, consultar um médico de clínica geral permite obter um diagnóstico preciso e conselhos adequados.

Fonte: UpToDate

Esta ficha informativa não substitui uma consulta médica.

Marcar consulta

Marcar consulta