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Musculoesquelético

O nervo ciático

O nervo ciático

Definição

A radiculopatia lombossagrada é uma afeção na qual um processo patológico provoca uma alteração funcional de uma ou várias raízes nervosas lombossagradas.

A causa mais comum é estrutural (ou seja, uma hérnia discal ou uma estenose espinhal degenerativa) que origina uma compressão das raízes nervosas. O período de tratamento agudo dura de 4 a 6 semanas.

Objetivos da abordagem durante o período agudo

Os métodos de imagiologia habitualmente utilizados para avaliar o nervo ciático e diagnosticar as causas subjacentes da ciática incluem:

Ressonância magnética (RM): é o exame mais preciso para visualizar o nervo ciático e as estruturas envolventes. A RM pode detetar hérnias discais, estenoses do canal raquidiano e outras anomalias que possam comprimir o nervo.

Nos doentes com radiculopatia lombossagrada, os objetivos da abordagem durante o período agudo são duplos:

  • Aliviar a dor (tratamento sintomático).
  • Identificar os doentes que necessitam de uma avaliação urgente e tratar os processos subjacentes específicos que os expõem a um risco de agravamento ou de défice neurológico permanente (tratamento específico do mecanismo).

Indicações para uma consulta cirúrgica urgente

É necessária uma consulta cirúrgica urgente em caso de síndrome da cauda equina, de lesões estruturais de alto risco, ou quando o doente apresenta uma deterioração neurológica progressiva ou uma fraqueza grave que não responde aos tratamentos conservadores.

Abordagem sintomática aguda

Na ausência de indicação para um tratamento urgente, é utilizado um tratamento sintomático durante o período agudo nos doentes. Embora a radiculopatia lombossagrada aguda seja muitas vezes extremamente dolorosa, os sintomas podem melhorar espontaneamente em muitos casos

  • Tratamento inicial com anti-inflamatórios não esteroides (AINE) – Os medicamentos analgésicos, como os anti-inflamatórios não esteroides (AINE) ou o paracetamol, bem como a modificação da atividade, constituem a base do tratamento.

    Recomendamos um ensaio terapêutico de uma a duas semanas com AINE ou paracetamol (Grau 2C) e uma modificação da atividade (Grau 2C) antes de reavaliar a necessidade de prosseguir com o tratamento conservador ou de considerar tratamentos complementares.

  • Fisioterapia e opções de tratamento adicionais – Nos doentes cujos sintomas persistem ou que referem uma resposta insuficiente ao tratamento conservador inicial, sugerimos prosseguir com os tratamentos conservadores iniciais e acrescentar tratamentos complementares, incluindo um ensaio de fisioterapia (Grau 2C).

    Alguns peritos recomendam também a utilização de glucocorticoides sistémicos como complemento da fisioterapia.

Avaliação e abordagem dos doentes com sintomas persistentes

  • Imagiologia neurológica – Os doentes cujos sintomas persistem ou se agravam durante o tratamento agudo devem ser submetidos a exames diagnósticos por neuroimagiologia.

    A ressonância magnética (RM) da coluna lombar é a opção preferencial, mas a tomografia computorizada (TC) com mielografia é uma alternativa possível. O tratamento é orientado para a causa subjacente quando a neuroimagiologia permite estabelecer um diagnóstico.
  • Abordagem subsequente quando a imagiologia não é diagnóstica – Os doentes cujos sintomas agudos persistem ou não respondem adequadamente às opções de tratamento sintomático utilizadas.
    E relativamente aos quais a neuroimagiologia não é diagnóstica, devem ser reavaliados clinicamente (geralmente quatro a seis semanas após o aparecimento dos sintomas) para determinar se é adequado prolongar o tratamento sintomático ou avançar para exames diagnósticos adicionais.

    A decisão de manter os mesmos tratamentos sintomáticos ou de passar a opções alternativas é individualizada e baseia-se no grau de resposta às terapêuticas iniciais, na gravidade dos sintomas e nas preferências do doente.

Prognóstico

Embora a radiculopatia lombossagrada aguda seja muitas vezes extremamente dolorosa, é geralmente aceite que a probabilidade de uma melhoria espontânea é elevada quando a causa é uma hérnia discal ou uma estenose lombar devida a artrose degenerativa.

Fonte: UpToDate

Esta ficha informativa não substitui uma consulta médica.

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